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POKÉMON GO

O desenho do Pokémon teve início no ano de 1995 e foi uma febre. Quem não se lembra do Pikachu? Aquele monstrinho amarelo que era amado por muitos. O nome “Pokémon” é abreviação para “Pocket Monster”, ou mostro de bolso. Em suas histórias os treinadores capturam os Pokémon com pokébolas, para poder treiná-los para batalhas contra outros treinadores e suas criaturas. Essa dinâmica é a mesma do aplicativo “Pokémon Go”, que por meio da tecnologia de realidade aumentada, através dos smartphone (celulcares), cria uma interface do universo Pokémon com o mundo real, onde se captura monstros fictícios.

O Aplicativo foi lançado, primeiramente, na Austrália e Nova Zelândia em 06/julho/2016 e no dia seguinte nos EUA. No Brasil seu lançamento foi no dia 03/08/2016 e já é uma febre, como no mundo todo.

No jogo, as criaturas estão espalhadas pelo mundo real para serem capturadas pelos jogadores (dentro de casa, parques, ruas, momumentos, praças, próximo a rios, entre outros lugares). O processo de captura é quase mágico: o jogador abre a câmera do celular e o monstrinho surge na tela, como um desenho no mundo real. Para prendê-lo é preciso acertar uma pokébola virtual nele. Mas a captura é apenas a primeira parte do jogo. Assim como nos programas e filmes, eles devem ser treinados para “evoluírem” e se tornarem mais poderosos. Os treinadores se dividem entre três equipes, e o objetivo final é conquistar o máximo de “ginásios”, que também estão espalhados pelas cidades.

Muitas mães e pais estão aflitos sobre se isso é bom ou ruim. E aí começam a chegar inúmeras informações, mensagens pelo whatsapp, Facebook, dizendo até que isso é coisa do demônio. Bem! Isso não é nenhuma novidade, afinal até o Mickey Mouse da Disney já foi coisa do diabo. Mas, vale uma análise sobre os prós e contras com relação ao jogo para os filhos. Para isso, decidi instalar o jogo no meu celular, para que eu possa tirar minhas próprias conclusões e não as dos outros. Aqui vão minhas conclusões sobre tudo o que li e da minha vivência no jogo.

Contras:

  • Como todo jogo pode viciar. É preciso se ter um controle para não ficar toda hora olhando no celular, para saber se tem algum Pokémon a sua volta. Nesta questão, eu aconselho que os pais conversem com seus filhos, orientem e mantenham se atentos para que o jogo não prejudique, principalmente, as atividades escolares.
  • Outra questão é o andar pelas ruas desatentamente, somente olhando para o celular, isso pode causar quedas, que podem acabar em fraturas. Também tem a questão dos assaltos que já ouvimos várias reportagens sobre os roubos de celulares de adolescentes e jovens que estavam concentrados no jogo e acabaram sendo alvo fácil para os ladrões. Atropelamento são outro problema que podem ocorrer com a desatenção.
  • A pessoa pode comprar as pokemoedas para adquirir pokébolas, ovos, incenso e outros itens do jogo, que farão com o que o Pokémon evolua mais rapidamente. Então não deixe seu filho comprar. Acompanhe para que ele use a versão que é gratuita, pois ouvi relatos de adolescentes que em poucas horas gastaram muito dinheiro, na ânsia de ter pokémon mais fortes.

Mas também o jogo pode ser utilizado de forma sadia e aí são os prós para deixar os adolescentes e jovens jogarem:

  • Pode auxiliar na melhoria da interação e relacionamento: – Pessoas com fobia de sair de casa, autistas, em depressão, com dificuldades de interação com outras pessoas estão conseguindo se aventurar a sair de casa e acabam por se relacionar.
  • Pais podem aproveitar a oportunidade de se inserir no mundo do filho e pedir que ele ensine como se joga, isso pode gerar uma competição sadia em casa. Podem aproveitar para fazerem uma caminhada, enquanto caçam dos pokémon ou vão há um pokéstop. Essa é uma oportunidade dos pais se conectarem com seus filhos e de estarem juntos partilhando de algo. Esses momentos podem criar momentos de diálogos entre pai e filho.
  • Sair do sedentarismo: primeiro precisa se deslocar (sair andando) para caçar Pokémon diferentes, ir aos pokéstop para obter as pokébolas que capturam os Pokémon, além de que tem os ovos de pokémons que para chocarem a criança deve percorrer um percurso que muitas vezes é de 5km, isso incentiva o exercício físico.
  • Os pontos onde tem muito pokéstop e Pokémon, normalmente são parques, praças que podem ser um incentivo a encontrar outras pessoas e quem sabe fazer uma outra atividades. Que tal fazer um acordo com seu filho: vamos a um desses pontos se depois fizermos um piquenique, sem celular, jogar uma bola ou outra atividade. Além de que é uma ótima oportunidade para marcar um encontro com os amigos dele e aí você, mãe ou pai, aproveita para conhecê-los melhor.
  • O Pokémon também pode ensinar a lidar com a frustração, afinal quando você captura um Pokémon ele pode fugir e aí tem que capturar novamente. Além de que se acabar as pokébolas terá que esperar até pode ir a um pokéstop para conseguir mais pokébolas.

Um outro benefício que o Pokémon Go trouxe foi para os hospitais infantis estão utilizando o jogo para tirar crianças do leito e com isso ter uma melhoria na recuperação. E muitos já relatam que o resultado tem sido muito positivo.

De acordo com a Revista Nova Escola o Pokémon Go pode ser utilizado nas escolas como um aliado no processo de aprendizagem dos alunos. A revista fala de como pode ser utilizado no ensino da matemática, ciências, história, geografia e educação física.

Um alerta para os pais que tem filhos menores de 13 anos e querem jogar é possível fazer algumas restrições, para isso você precisa ler o “Termo de aceite” do jogo, para saber como deve proceder.

Uma dica para os pais que não querem que seus filhos fiquem o tempo todo jogando Pokémon é instalar no próprio celular e o filho jogará somente quando estiver com você, afinal o celular é seu e, normalmente, a criança não tem acesso a ele durante o dia todo. É uma forma de restringir sem gerar conflitos.

Como já disse tudo tem dois lados: o bom e o mal. A grande questão é que lado vamos utilizar? Qual é a nossa escolha? O Pokémon Go não é bom ou ruim, tudo vai depender de como os filhos irão utilizá-lo. Cabe aos pais orientar, acompanhar e verificar se está sendo prejudicial ou não. Como tudo na educação dos filhos é preciso encontrar o equilíbrio. Bem! Agora eu deixo para cada mãe e pai decidir se será bom ou ruim para seu filho ou mesmo se irá permitir jogar. Os meus eu já orientei e estou acompanhando e como disse estou jogando também.

Lembrem-se pode ser uma oportunidade de você se conectar com seu filho e entrar no mundo dele!

Valéria Santos Ribeiro
Valéria Santos Ribeiro

Coaching familiar, com especialização em psicologia, cursando Terapia Familiar Sistêmica. Doutora em Política Científica e Tecnológica, Mestre em Administração, Practitioner em PNL e possui formação com o renomado escritor e conferencista internacional Anthony Robbins. Participou em diversos cursos de desenvolvimento pessoal e fez especialização em Gestão de RH. Trabalhou por 20 anos na área de treinamento e desenvolvimento. Casada há 17 anos, é mãe de um casal de filhos, um menino de 16 anos e uma menina de 13 anos.

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