Dia Internacional da Síndrome de Down

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Dia Internacional da Síndrome de Down

O objetivo do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, é conscientizar sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o bem-estar e a inclusão na sociedade.

Para cada 700 bebês que nascem no Brasil, um nasce com Down. Estima-se que exista uma população de 300 mil pessoas com a síndrome no país.

Normalmente, os pais quando ficam grávidos criam uma imagem de futuro para seus filhos, imaginam brincando, falando, correndo, entre outras coisas. Com o diagnóstico que o bebê terá uma deficiência, tudo muda, e isso gera uma carga contraditória de emoções. Todos se perguntam: o que será dele? O que ele fará ou não fará? Até onde ele conseguirá ir? Sobreviverá? Como? E isso tudo vem acompanhado de muita ansiedade, o que não deixa de ser compreensível e natural.

A primeira emoção dessa notícia é como se o mundo desabasse sobre a cabeça dos pais. É um misto de desânimo e culpa. Sim, há pais que se culpam pela deficiência do filho, principalmente, as mães. Essas são reações normais. Leva tempo para aprender a lidar com essas emoções e se adaptar à nova situação, e uma das formas para resolver isso é aprender sobre a Síndrome. Isso diminui a angustia e a ansiedade, além de trazer mais aceitação.

Famílias, educadores, médicos, terapeutas e a sociedade em geral não sabem direito o que esses bebês, se submetidos desde cedo a programas de estimulação precoce e outros cuidados, são capazes de fazer, até onde eles podem chegar.

Como mãe e como pai busque aprender o máximo possível sobre a Síndrome, isso facilitará na ajuda a seu filho, bem como propiciará um maior desenvolvimento da criança.

Você pode aprender muito consultando profissionais da área de saúde, publicações confiáveis e associações específicas para os casos de Down. Pode-se comparar esse processo a aprender um novo idioma. No início é difícil, mas você consegue.

É importante, também, que a criança seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar de médicos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais. Isso fará com que ela tenha um desenvolvimento maior e melhor, pois a estimulação é fundamental.

Quanto mais informação tiver, maior será a possibilidade de a criança ter uma vida mais ativa e de conquistas. Hoje em dia há casos de mulheres com Down que têm filhos e esses nascem normais, sem nenhuma deficiência. Outros se casam, trabalham e moram sozinhos. Isso demonstra que quando há estímulo e incentivo, eles se desenvolvem.

Mas também é preciso prestar atenção aos outros membros da família. Ter um filho especial pode afetar o que a família come, aonde ela vai e quanto tempo os pais dedicam a cada um dos filhos. Em resultado, os outros filhos podem se sentir negligenciados. Além disso, os pais podem ficar tão ocupados cuidando do filho deficiente que o casamento sofre. Por isso, é importante que marido e mulher busquem momentos a sós, para recarregarem as energias.

Os pais também devem buscar outros pais que tenham filhos com Down para que possam dividir e compartilhar suas experiências, o que é muito válido.

Criar uma criança com Síndrome de Down não é um mar de rosas. Requer muito tempo, esforço e dedicação, bem como paciência e expectativas realistas.  Enxergá-los como eles são, e não como os pais gostariam que fossem, é o primeiro caminho, entendendo as limitações, as dificuldades, e se alegrando com as conquistas. Caso os pais não aceitem as características que o filho apresenta, será ainda mais difícil a evolução da criança. Afinal de contas, toda criança precisa ser acolhida e amada para se desenvolver e se transformar.

Valéria Ribeiro – Coaching Familiar

Valéria Santos Ribeiro
Valéria Santos Ribeiro

Coaching familiar, com especialização em psicologia, cursando Terapia Familiar Sistêmica. Doutora em Política Científica e Tecnológica, Mestre em Administração, Practitioner em PNL e possui formação com o renomado escritor e conferencista internacional Anthony Robbins. Participou em diversos cursos de desenvolvimento pessoal e fez especialização em Gestão de RH. Trabalhou por 20 anos na área de treinamento e desenvolvimento. Casada há 17 anos, é mãe de um casal de filhos, um menino de 16 anos e uma menina de 13 anos.

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