
A importância da educação emocional dos filhos
14 de junho de 2019
Herança de hábitos x Herança Genética
26 de julho de 2019O desenvolvimento se dá por crises, o que isto quer dizer? Imagine que o feto está quentinho dentro da barriga de sua mãe, recebendo alimentação e crescendo confortavelmente, até que, um belo dia, o útero fica pequeno e começa a se contrair para expulsá-lo de lá.
Esta é a primeira crise pela qual o Ser Humano em formação passa. Não há alternativa senão sair e nascer. De repente um monte de luzes, vozes, agitação, frio e desconforto. Um tapinha, a primeira dor e o choro.
Um mundo novo, desconhecido, apresentado com desconforto surge diante do bebê e não há alternativa, ele terá que enfrentar a crise e seguir adiante.
Passados estes primeiros momentos ele começa a perceber que a alimentação continua chegando, um leite quentinho jorra do seio da mãe em sua boca. Ah!!! Também chega o conforto através de toques suaves e um amor diferente do que ele recebia enquanto estava na barriga.
Aos poucos ele vai percebendo que aqui, do lado de fora, também pode ser bem confortável e bom, tanto ou mais do que na barriga. Mas, o bebê só vai descobrir se enfrentar e superar a crise do nascimento.
E assim será em cada fase do desenvolvimento físico e emocional do Ser Humano. Após a crise sempre há um período de adaptação e descoberta das belezas, oportunidades e prazeres da nova fase, seguindo-se uma fase de estabilidade, para total integração dos aprendizados, para novamente surgir uma crise que levará a um novo patamar de desenvolvimento.
Então, quando seu filho (a) lhe disser que não quer crescer, isto é sinal de que uma nova fase de desenvolvimento já se apresentou, e ele (a) está com dificuldade em se desapegar do estado atual para enfrentar o processo de crescimento, porque o estado atual lhe parece bem melhor do que ele (a) vislumbra no próximo.
Na grande maioria das vezes ele (a) está pedindo ajuda. Então, é hora de parar e observar a vida que vocês estão levando, os arredores, os ambientes que ele (a) frequenta, para descobrir o que está gerando medo.
Algumas vezes a questão está dentro de casa mesmo. Um garoto ou uma garota de 11 ou 12 anos perguntando se não pode permanecer criança, está sinalizando que a forma como ele (a) percebe a vida adulta é assustadora.
De onde vem esta percepção? Provavelmente da forma como seus pais estão lhe apresentando a vida.
Sugiro que você, que está passando por isso, observe os ADJETIVOS que usa para qualificar sua vida, trabalho ou relação afetiva: Dura, difícil, desgastante, ruim, sem perspectiva, louca, desestimulante, etc…
Que frases você mais costuma dizer: A vida é difícil; O trabalho é uma m…., Todo chefe é explorador; Eu tenho que trabalhar muito, para pagar suas contas, não tenho tempo agora; Puxa filho, meu maior desejo é não trabalhar para ficar com você; Essa empresa suga tudo o que tenho, estou exaurida (o); Todo relacionamento é ruim mesmo, é bom só no começo; Ruim com ele, pior sem ele; As mulheres são destrambelhadas; Os homens não são dignos de confiança; etc…
Como você tem apresentado o mundo do trabalho, do estudo, a vida a seus filhos?
E se alguém lhe apresentasse algo que você terá que enfrentar em breve com tanta negatividade, como você se sentiria? Pense nisso!
Se estiver muito desafiador fazer esta reflexão ou mudar sua percepção de mundo para melhor, busque ajuda. Existem muitos trabalhos que podem auxiliá-lo (a): psicoterapia, terapias variadas, livros, cursos, etc…
Encare a fala de seu filho como alerta e uma grande oportunidade para mudanças em você, que refletirá nele (a).
Um grande abraço,
Wilma Medeiros
Comentários