A importância da educação emocional dos filhos

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A importância da educação emocional dos filhos

Temos convivido hoje com muitas histórias, não muito boas, sobre adolescentes e jovens, que de alguma forma, consomem tudo os que os pais possuem e se não bastassem ainda consomem sua própria vida nas drogas, vícios, prostituição, entre outros. Vivem na sombra de seus pais, esperam que eles façam tudo, resolvam tudo, deem tudo, comprem tudo, façam todas as suas vontades e assim por diante. Esses adolescentes e jovens não estão acostumados a sofrerem frustrações e não são treinados para lutarem para conseguir seus objetivos e sonhos. Como dizem alguns pais aos outros quando comentam sobre os filhos de alguns “também tudo vem fácil! ”. E tudo o que vem fácil vai fácil, esse é o outro lado da moeda no ditado popular.

Hoje ouvimos com frequência de nossos filhos as seguintes frases: “eu não pedi para nascer, agora que me aguentem”. Mas, essa não é uma verdade. Vamos pensar um pouco. Apesar de não pedirem para nascer, lutaram com milhões de concorrentes (espermatozoides) para fecundarem o óvulo, isso significa que que houve também uma decisão deles em viver, instintiva é claro, mas houve.

Precisamos cuidar quando educamos nossos filhos para não criarmos seres individualistas, que pensam somente em si e estão despreparadas para enfrentar os desafios, críticas, fracassos que a vida nos impõe. E, é bom lembrar, que essas questões não acontecem apenas para alguns, ocorrem com todos nós. Faz parte dos aprendizados da vida.

É preciso preparar nossos adolescentes e jovens na parte emocional para enfrentar as avalanches de quedas que a vida nos coloca.

Quando, como pais, não preparamos nossos filhos emocionalmente estamos criando seres doentes, que acreditam viver no “país das maravilhas” ou de sofrer da “síndrome de Peter Pan”, nunca crescem e acreditam que seus pais são os responsáveis por eles a vida toda e isso inclui sustentá-los por toda a vida. É a tal da chamada “geração canguru”.

Conheço casos de pessoas que acabam por se casar e ir morar na casa dos pais e creem que suas mães devem continuar a cuidar de tudo, inclusive agora das roupas, comida, limpeza do quarto do genro ou da nora que também, agora, moram lá.

Deixar nossos filhos enfrentarem as adversidades que a vida coloca para eles, não significa que não os amamos. Significa sim que os amamos tanto que reconhecemos que é preciso viver para amadurecer e crescer.

Não quero dizer que você não vai se importar com o que ocorre com seus filhos, mas sim, você vai estar pronto para quando ele precisar de um ombro amigo, de um colo de mãe, de um ouvido para partilhar o que vem acontecendo com eles. E aproveite nestas horas para contar suas histórias do quanto isso também, de alguma forma, ocorreu durante a sua fase da adolescência e juventude, quantos foram seus desafios, quantos foram suas quedas e obstáculos que se puseram em sua vida, mas conte também das suas superações, suas vitórias, seus sonhos conquistados, isso os ensinará que os heróis deles (você mãe e pai) também são humanos e sofreram ou sofrem as mesmas dúvidas, angústias, medos e necessidades. Isso nos torna mais humanos e próximos de nossos filhos, além de auxiliar nossos filhos a desenvolverem sua própria maturidade emocional.

E aí! Qual vai ser seu próximo passo para criar um filho que seja um sucessor, que constrói, que busca, que sonha, que realiza e que te ama mais que tudo?

Será que vale a pena discutirmos sobre os modelos adotados em outros países na educação dos filhos? Será que algo pode ser assimilado pela nossa cultura educacional?

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Valéria Santos Ribeiro
Valéria Santos Ribeiro

Coaching familiar, com especialização em psicologia, cursando Terapia Familiar Sistêmica. Doutora em Política Científica e Tecnológica, Mestre em Administração, Practitioner em PNL e possui formação com o renomado escritor e conferencista internacional Anthony Robbins. Participou em diversos cursos de desenvolvimento pessoal e fez especialização em Gestão de RH. Trabalhou por 20 anos na área de treinamento e desenvolvimento. Casada há 17 anos, é mãe de um casal de filhos, um menino de 16 anos e uma menina de 13 anos.

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