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Dias atrás estava conversando com minha filha e ela usou um termo para caracterizar a geração de jovens e adolescentes na atualidade. O termo utilizado foi geração ultrarromântica.
Fiquei curiosa sobre o termo e fui pesquisar para saber o que significava. Na verdade, o “Ultrarromantismo “ tem a ver com movimento cultural e artístico, como a literatura, que não é desse século. Ele teve seu início no século XIX como o “Romantismo”.
Entretanto, as características desse movimento refletem muito os adolescentes e jovens de hoje: exagero sentimental, o egocentrismo e, em muitos casos, o pessimismo diante da existência. Abaixo segue algumas de suas características:
- Egocentrismo
- Exagero sentimental
- Pessimismo
- Tendência a fugir da realidade
- Idealização do amor e da mulher
Encontramos muitos dos adolescentes preocupados consigo próprio e muitas vezes desconsiderando o outro ou o mundo. Isso talvez explique o aumento do bullying, cyberbullying, pois a empatia pelo outro passa longe.
Eles sofrem de uma dor imensa por não se sentirem aceitos, amados, que seus sentimentos não são correspondidos, o que torna a realidade frustrante.
Sabe-se que os jovens e adolescentes têm se cuidado pouco, passam a ter inúmeros parceiros, querem experimentar tudo, isso tem levado ao aumento do consumo de álcool e drogas, HIV, sífilis, nessa faixa etária. Isso demonstra a ânsia de fugir da realidade, através da boemia, da loucura ou de atos irresponsáveis.
Com relação aos sentimentos, normalmente, é irrealizado o que gera muita frustação e dor, que pode levar ao aumento de mortes de parceiros, como as mídias tem demonstrado.
Todas essas características têm levado o jovem e adolescente à desilusão. E nós adultos temos ditos que são uma geração “perdida” pela falta de projetos e por serem inadequados à realidade.
Como pais precisamos ajudar esses adolescentes e jovens a buscarem novas perspectivas e horizontes, a descobrirem seu potencial e mostrar que é possível construir um futuro diferente desse.
Afinal eles só estão no início da vida e ainda há muitas experiências para serem vividas e muitas delas trarão prazer e felicidade.
É importante que os pais se tornem presentes na vida dos filhos de uma maneira mais positiva, como apoiadores e incentivadores deles, pois a ausência deles pode levar há outro problema que é o “daddy issues”, que falarei em outro artigo. Os pais precisam se atualizar, buscar compreender mais sobre essa geração, não para ficar comparando a geração dele com a do filho, mas para entender as diferenças e poder ter atitudes diferentes das que seus pais tiveram quando estava nessa fase.
O mundo mudou, a tecnologia mudou e nós pais também precisamos mudar.
Você está pronto para mudar pelo seu filho?
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